Os desafios e as tendências do setor de embalagens de papel e papelão ondulado em 2022

Gabriella Michelucci, presidente do conselho da Empapel, conta em entrevista para a edição especial da Empapel News de aniversário um pouco do contexto atual e o que nos espera em 2022. No setor de embalagens de papel e papelão ondulado, a presidente do conselho da Empapel explica que houve uma desaceleração no fim do ano, com revisão do PIB projetada para baixo, tanto de 2021, como a expectativa para 2022.

A expedição projetada, em cenário moderado, para 2021, segundo dados da Empapel, é de 4.072 toneladas, o que representa um crescimento de 4,2%, em relação ao ano passado.

O crescimento do ano foi reduzido muito em função do quarto trimestre, o que já era esperado pela Empapel, após a reabertura de outros setores da economia, como o de lazer, por exemplo.

Já para 2022, a expectativa é de crescimento de 1,4% na expedição do mercado de papelão ondulado, a depender do que acontecer com o PIB.

De acordo com conversas da presidente do conselho com players de diversos segmentos de mercado, a previsão é de que será um ano mais retido, mas não há pessimismo. Abaixo alguns recortes da entrevista:

Os desafios e as tendências do setor de embalagens de papel e papelão ondulado em 2022

A força do e-commerce

A Empapel reconhece a importância do comércio eletrônico para o setor. A Fundação Getulio Vargas (FGV) vem mensurando dados do e-commerce nacional. Então parte do crescimento do setor vem do e-commerce, que cresceu 48% em 2020 em faturamento.

Em 2021, já com muitos centros de comércio voltando a funcionar presencialmente, a previsão é crescer 30%. Em 2022, a expectativa é crescer 27%, e com isso chegar a uma participação de 14% do varejo total. Mas há um ritmo forte e muitas oportunidades para o mercado de papel e papelão ondulado.

Inflação

O principal desafio da indústria é a inflação. No setor, tem sido impactada pela menor oferta de insumos e materiais e pela demanda global. Aço, eletrônicos, químicos, kraftliner, madeira, plásticos e especialmente os papéis reciclados.

Esse cenário vem demandando bastante da indústria de embalagens na questão de custos. O câmbio também contribuiu com o aumento, nos primeiros 11 meses deste ano a moeda norte-americana subiu 8,29%.

Do outro lado, os preços das aparas reduziram no quarto trimestre de 2021 e, em 2022 espera-se que o valor continue estável. Houve uma valorização do produto desde o início da pandemia, que hoje se estabilizou.

Tendências

Investimentos em pesquisa e em tecnologia estão nas pautas das produtoras das fibras e das embalagens, com materiais mais leves e resistentes.

Enquanto consumidores preferem e esperam embalagens que não agridam o meio ambiente, a indústria investe e inova para atender essa necessidade. Porém, eles esperam também embalagens mais atraentes e funcionais.

Uma tendência são embalagens coloridas, que agregam beleza. Outra tendência são as embalagens inteligentes levando informações dos produtos aos consumidores.

No e-commerce o desafio do setor é adequar o dimensional das embalagens aos produtos. Precisam ser mais leves e racionalizadas, com impressões que revelem e promovam reconhecimento da marca e do produto.

Embalagens para frutas e proteínas crescem mais que a média do setor, sendo o agronegócio um suporte para o ano de 2022.

Os desafios continuam, e o setor estará mais preparado em 2022 do que estava em 2020 para enfrentá-los.

Fonte: empapel.org.br

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